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Estudo analisou efeito da idade relativa Estudo analisou efeito da idade relativa
23-01-2019
A escolha de futebolistas para as seleções jovens portuguesas encontra-se fortemente influenciada pelo mês do seu nascimento, de acordo com um estudo efetuado por estudantes da licenciatura em Desporto do Instituto Politécnico da Guarda (IPG).
Os resultados deste trabalho académico indicam uma forte tendência para os futebolistas nascidos no primeiro semestre do ano dominarem as convocatórias para as seleções jovens, especialmente entre os 15 e 19 anos. Por exemplo, na seleção de sub16 verifica-se que 88% dos atletas selecionados para os torneios oficiais que tiveram lugar durante 2018 nasceram num dos meses correspondentes ao primeiro semestre do ano, sendo que apenas 12% nasceram no segundo semestre.


Questionado se isto significa que os atletas nascidos no primeiro semestre são especialmente talentosos, Pedro Esteves (docente do IPG), coordenador deste projeto de investigação, referiu que “o efeito da idade relativa tem sido detetado em diversas modalidades e níveis competitivos sendo que a explicação para uma maior representatividade dos atletas nascidos nos primeiros meses do ano prende-se com a vantagem temporal associada a um maior desenvolvimento antropométrico (ex: altura, peso), físico (ex: força, velocidade), entre outros”.
Exemplificando, Pedro Esteves acrescentou que “um atleta nascido a 3 de janeiro face a um outro nascido a 20 de dezembro possui um avanço temporal de praticamente um ano. Este fenómeno é especialmente crítico durante a fase da adolescência onde os ritmos de desenvolvimento “corporal” são especialmente variáveis para atletas da mesma idade, que acabam por competir no mesmo escalão. Importa realçar que esta é uma vantagem temporária já que após a adolescência os níveis diferenciados de desenvolvimento tendem a ser esbatidos.”
Instado a pronunciar-se sobre as consequências práticas poderão advir deste efeito de idade relativa, o referido investigador assinalou que “em primeiro lugar, os atletas com avanço no processo de desenvolvimento podem estar a ser erroneamente identificados pelos treinadores como mais talentosos quando, na verdade, esta vantagem tende a ser temporária. Por outro lado, se estes atletas mais desenvolvidos forem consistentemente selecionados para as seleções pode-se criar um ciclo difícil de reverter dado que estes terão acesso a mais e melhores contextos de prática (ex: condições de treino, qualidade dos treinadores, experiências competitivas) que reforçam a sua vantagem face aos atletas com desenvolvimento mais “atrasado”. Isso não significa que os atletas nascidos no segundo semestre do ano fiquem irremediavelmente afastados das oportunidades de recrutamento; contudo, terão pela frente um grande desafio para superar os constrangimentos atrás mencionados. Importa assim questionar, quantos talentos poderão estar a passar entre os “dedos” dos agentes responsáveis pelo recrutamento”.
Relativamente ao impacto deste estudo pode no processo de seleção de atletas com talento, Pedro Esteve disse que “os resultados por encontrados sugerem que o efeito de idade relativa nas seleções nacionais de futebol masculino parece diminuir a partir dos 19 anos, o que deverá merecer da parte dos investigadores, bem como dos responsáveis federativos, uma reflexão em tornos dos fatores que poderão contribuir para esta situação. Provavelmente, nestas idades, os atletas nascidos no segundo semestre do ano, pela combinação de características intrínsecas e de oportunidades de desenvolvimento externas conseguem superar a desvantagem acumulada e penetrar na rede de recrutamento”.
Este docente do Instituto Politécnico da Guarda acrescentou ainda que “de um ponto de vista prático existem diversas organizações desportivas a nível mundial que têm vindo a refletir sobre a temática da idade relativa e, neste sentido, criar medidas de compensação no sentido de minorar este efeito, como é o caso do bio-banding. Parece-nos assim importante, com este estudo, colocar na agenda mediática o tópico da idade relativa no sentido de estimular a discussão, a nível dos clubes e das seleções, sobre como potenciar o processo de identificação e seleção de talento no desporto, e no futebol em particular”.
O Presidente do Instituto Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, comentou que este estudo “é mais uma prova, objetiva, da investigação que é feita no IPG, e neste caso vertente na área do desporto”.
Congratulando-se com a realização deste trabalho, Joaquim Brigas evidenciou o “prestígio do curso de Desporto do IPG, a qualidade do ensino ministrado e o alto nível do corpo docente”.
O estudo científico que suporta estes resultados será apresentado no congresso CIDESD2019, a 1 e 2 de fevereiro.


 

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